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Archive for the ‘Curiosities’ Category

Como aprender inglês?

 

Como todos já devem saber, a base do aprendizado é a prática constante. Tudo aquilo que aprendemos ou vivenciamos, se não utilizado, é descartado pelo cérebro. Não pense que isso é uma coisa ruim, a seleção das informações a serem retidas é quase que um mecanismo de defesa. Imagine se você fosse capaz de lembrar do que comeu no café da manhã de exatos 4 anos atrás? Tanta informação provavelmente o tornaria louco.

Como reter a informação importante?

Parece óbvio, se é importante para mim então meu cérebro vai manter a informação armazenada, na realidade não é bem assim que as coisas funcionam. Se você acabou de aprender uma palavra nova, essa informação vai para a chamada memória de trabalho, ela atua no momento em que a informação é adquirida, retém essa informação por alguns segundos e a destina para ser guardada por períodos mais longos ou a descarta. Se a informação é importante a ponto de você querer lembrar dela mais tarde e se você se esforçar para que isso aconteça, ela vai para a chamada memória de curto prazo.

Mas como reter o conhecimento?

A grande tacada está em tornar a memória de curto prazo em memória de longo prazo, ou seja, aquela que vai ficar guardada no cérebro permanentemente. A resposta a essa pergunta reside na palavra – repetição. Existem 2 formas de fazer isso, leia atentamente as 2 situações abaixo:

1 – Você acorda cedo e começa a estudar inglês. Como você está num dia inspirado e extremamente motivado, resolve passar a manhã inteira estudando avidamente. Você passa a matéria 1, 2 até 3 vezes. São 4 horas de estudo intenso e você pára na hora do almoço exausto mentalmente.

2 – Você acorda cedo e estuda por 30 minutos, mesmo empolgado você pára e vai realizar outras obrigações. Durante o período da tarde são mais 30 minutos de estudo, neste caso foram gastos 10 minutos revisando o que foi estudado durante a manhã. Antes de dormir você dedica mais 30 minutos, nos quais 20 foram utilizados revisando o que foi estudado durante o dia e os 10 restantes praticando com exercícios.

Em qual situação houve mais aprendizado?

Vou relatar aqui a minha experiência. Já tentei estudar das duas formas citadas anteriormente. No meu caso a Situação 2 mostrou-se muito mais efetiva. Apesar da diferença de tempo 01h30min da situação 2, contra 4 horas da Situação 1. Eu atribuo a maior efetividade a 2 fatores. O primeiro eu já citei, a repetição. O segundo diz respeito à distribuição de horários, não adianta passar horas estudando um só tema (seja ele idiomas ou qualquer outro), com o tempo o cérebro vai ficando cansado e não há retenção de conhecimento.

 

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Saudades ???

Vem de longa data a polêmica que gira em torno da palavra Saudade. Em inglês, o verbete citado anteriormente, pode ser entendido como miss (sentir falta) ou ainda homesick (sentir-se triste por estar longe de casa e da família). Provavelmente existem diversas outras traduções, mas nenhuma delas tem a capacidade de substituir a palavra saudade com a mesma carga semântica. Por isso, realmente não há um cognato perfeito. A saída, obviamente, é sempre usar o bom senso e buscar uma palavra com sentido aproximado para a situação.

De acordo com uma lista feita a partir da opinião de mais de 1000 tradutores profissionais, a palavra saudade, em português, é a 7ª palavra mais difícil de traduzir. A lista considera palavras de todos os idiomas.

Confira abaixo o ranking:

1. “Ilunga” (tshiluba) – uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez.

2. “Shlimazl” (ídiche) – uma pessoa cronicamente azarada.

3. “Radioukacz” (polonês) – pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência o domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro.

4. “Naa” (japonês) – palavra usada apenas em uma região do país para enfatizar declarações ou concordar com alguém.

5. “Altahmam” (árabe) – um tipo de tristeza profunda.

6. “Gezellig” (holandês) – aconchegante.

7. Saudade (português)

8. “Selathirupavar” (tâmil, língua falada no sul da Índia) – palavra usada para definir um certo tipo de ausência não-autorizada frente a deveres.

9. “Pochemuchka” (russo) – uma pessoa que faz perguntas demais.

10. “Klloshar” (albanês) – perdedor.

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Futebol pra Inglês ver: os preconceitos que o esporte sofreu ao ser batizado no Brasil

Bem antes de virar sinônimo da identidade nacional, futebol foi alvo de disputa de linguagem

O futebol virou uma ferramenta para o brasileiro organizar o seu próprio mundo. O torcedor torna o jogo de bola uma forma de expressão. Temos inúmeras palavras para bola de futebol, tal o valor do esporte em nossa vida cotidiana. O esporte – e a terminologia que ele produz – virou uma arena para as mazelas nacionais. Quando foi introduzido no país por Charles Miller, em 1895, era praticado pelas elites sob o pretexto de ser uma prática ideal à criação de jovens sadios, sempre necessários aos inúmeros esforços de guerra que viriam nos anos seguintes. Sua popularização, ocorrida até o início da década de 30, mudou o cenário do futebol. A linguagem usada no meio e entre torcedores é reflexo da passagem de um esporte de elite para uma prática popular. Não foram poucos os elitistas que tentaram batizá-lo de ludopédio, balípodo ou podosfera. Levaram goleada da população, que define o que gosta, como quer e pode.

A Origem dos Termos

O formato atual do esporte foi organizado na Inglaterra no século 19, e de lá vêm suas palavras fundamentais:

FUTEBOL: O termo talvez seja o anglicismo mais celebrado do Brasil. Veio do inglês football (de foot, pé + ball, bola), literalmente, “bola no pé”. Nos Estados Unidos, o football association, nome oficial do esporte na Grã-Bretanha, reduziu-se a soccer por alteração de (as)soc(iation) + o sufixo er. Em italiano, o nome é calcio, coice, pontapé, de gioco del calcio, do latim calx, cálcis, calcanhar, pé, pata.
GOL: Do inglês goal, objetivo. Além de meta a ser transposta pela bola, é o ponto obtido pela transposição da linha entre as traves verticais e o travessão horizontal. Em Portugal, o ponto é “golo”, e a meta, “baliza”. “Gol” é capricho brasileiro. O idioma tende a transformar em oxítonas palavras terminadas em ol (espanhol, anzol).
GOLEIRO: De “gol” mais o sufixo -eiro, palavra que substitui no Brasil o goalkeeper do futebol inglês. É o único jogador de futebol que tem direito de segurar a bola com as mãos, desde de que na grande área de seu campo. Raramente chamado de guarda-metas. Em Portugal, guarda-redes.
TIME: Do inglês, team. Grupo de animais ou pessoas (certos jogadores), associadas em uma atividade. Também quadro ou equipe, do francês équipe. No futebol inglês, havia goalkeeper, backs, half-backs e cinco forwards, fora as subdivisões, como back direito, esquerdo; half direito e center-half. No Brasil, narradores falavam em “golquíper”, “beques” e “alfos”, em curiosa mistura linguística.
BOLA: Do latim bulla, bolha, bola. A de futebol deve ter circunferência de 68 a 71 centímetros e deve pesar de 396 a 453 gramas. Antigamente os locutores esportivos a chamavam de redonda, gorduchinha, menina, couro: “Mata o couro no peito e baixa na terra!”. Agora, o espírito rococó ou condoreiro anda sumido, e eles estão mais contidos.
JUIZ: Do latim judex, judicis, juiz, o que julga. Em inglês, referee, juiz, árbitro (de futebol; o de direito é judge, magistrate). Há anos, narradores esportivos se referiam a ele como “sua senhoria” e “meretíssimo”, querendo dizer meritíssimo, de mérito.
PÊNALTI: Do inglês penalty, penalidade, proveniente do latim poenalis, poenale, penal. Castigo máximo por falta feita na grande área e nome do chute dado da distância de 11 metros contra o goleiro, que deve defendê-lo sozinho e não pode sair da linha antes do tiro. Chamado também de penalidade máxima no Brasil e de grande penalidade em Portugal.
ZAGA: Do árabe zaqa, pelo espanhol zaga, retaguarda de um exército. Chegou ao português aplicada apenas ao futebol, referida à última linha defensiva de uma equipe. Daí, zagueiro: zaga + o sufixo -eiro.
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O que significa o phrasal verb ‘rely on’?

[© 2010 by Denilso de Lima

Hoje vamos aprender sobre o significado do phrasal verb ‘rely on’ e como usá-lo corretamente em inglês. Antes que tal ler uma dica sobre como aprender phrasal verbs em inglês? É só clicar aí na pergunta e ler a dica.

Rely on’ costuma ter dois significados. Um deles equivale em português a ‘contar com algo|alguém’ ou ‘depender de algo|alguém’. Veja os exemplos abaixo: 

  • The island relies on tourism for its income. [A ilha depende do turismo para obter sua renda.]
  • I knew I could rely on David. [Eu sabia que podia contar com o David.]
  • The success of this project relies on everyone making an effort. [O sucesso deste projeto depende do esforço de todos.]
  • Don’t rely on finding me here when you get back. [Não conte com o fato de me encontrar aqui quando você voltar.]
  • These days we rely heavily on computers to organize our work. [Nos dias de hoje nós dependemos totalmente dos computadores para organizar nosso trabalho.]

O outro significado de ‘rely on’ é ‘confiar em alguém|algo’: 

  • You can rely on me to keep your secret. [Você pode confiar em mim para guardar segredos.]
  • He can’t be relied on to tell the truth. [Não pode confiar nele para dizer a verdade.]

É deste segundo significado de ‘rely’ que vem o adjetivo ‘reliable’, cujo significado é ‘confiável’. Assim, você pode ter um ‘reliable friend’ [amigo confiável] ou não.

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Como se diz banho-maria em inglês?

 [by Rodrigo Teles] 

Para os amantes da culinária e para todos aqueles que gostam de se aventurar na cozinha de vez em quando, vale a pena descobrir como dizer “banho-maria” em inglês.
 
Em inglês, nada de traduzir esta expressão literalmente. Por lá o correto é dizer “bain marie” [que vem do francês] ou simplesmente “water bath”. Desta forma, se você tiver que falar “derreter o chocolate em banho maria”, em inglês será “melt the chocolate in water bath” ou mesmo em francês “melt the chocolate in bain marie”.
 
Curiosamente, nós temos aqui no Brasil outras expressões com “banho maria”. Por exemplo, quando dizemos “deixar alguém em banho maria” ou “cozinhar alguém em banho maria” a ideia que expressamos é semelhante a “enrolar alguém”, “embromar alguém”. Para dizer isto aí, em inglês use o verbo “stall”. Veja os exemplos: 

  • I think she’s stalling. (Acho que ela está me embromando.)
  • Do you think he’s stalling? (Você acha que ele tá enrolando?)
  • Quit stalling! (Pare de enrolar.)

    

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Por que dizemos “o’clock” em inglês?

 

[by Rodrigo Marschner Mesquita] 

Em inglês quando a hora é exata nós fazemos uso da expressão “o’clock’. Ou seja, se são 2:00 [duas horas], dizemos “two o’clock”; se são 05:00 [cinco horas], dizemos “five o’clock”. Até aí tudo bem! O curioso é quando alguém resolve nos perguntar o porquê deste “o’clock”. É sobre ele que quero falar neste post.

A forma completa “o’clock” apareceu primeiramente no século XVIII (18), quando a palavra “clock” (relógio) tinha o sentido também de “bell” (sino). Antigamente nas cidades grandes, o único relógio era o da igreja, que mantinha o horário certo a ser seguido por toda comunidade.

Quando falavam sobre a hora exata, as pessoas utilizavam a expressão “of the clock“, que se referia a hora em que o sino batia no relógio da cidade. Seu significado seria equivalente a “by the clock” ou “according to the clock” [que naquela época era como dizer hoje “de acordo com o sino]. Com o constante uso da expressão, as mudanças foram surgindo. Assim, ela deixou de ser “of the clock” e se tornou “o’clock”.

Interessante! Não?! Agora quando você ouvir este “o’clock”saberá o motivo de sua origem e existência. Ok, what time is it now? I guess I gotta go! I promise to get back later and give you more tips on telling the time in English. See ya! 

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